quarta-feira, 2 de outubro de 2013

AMOR QUERIDO


Desde que você partiu, a saudade tem estado a me falar de você...
Sim, querido... Ela chega às horas perdidas da noite, e vem mansamente, como se fosse um pouco de luar, na imensidão, de uma noite de mistério.
E a inquietação vem falar de você...  Vem colocar o nervosismo, em meu corpo agitado...  E o meu cérebro, começa a divagar.
Todos os meus antigos sonhos renascem, e minhas esperanças começam a ressurgir...  Minhas próprias ilusões parecem renascer, ao toque mágico dessa saudade imensa, que me fala de você.
E fico sonhando, meu amor... Caminho longamente pelo quarto deserto, o cérebro começa a refletir, e parece sentir o peso da dor, que faz curvar minha cabeça... O quarto na penumbra eterna, faz com que toda a minha ansiedade aumente.
Abro a janela, e olho o jardim deserto, a brisa murmurando segredos de amor às rosas pálidas... O chafariz inquieto e marulhante transformam em sussurros discretos, um soluçar profundo...
A amargura coloca a máscara fria da dor em minha face... A tristeza me fala ao coração, e sua voz me parece um lamento, desses que a noite encerra...
E compreendo que minha solidão é completa... Muito mais completa... Por que você esta longe de mim, meu amor...



Do fundo do baú- 1974

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