terça-feira, 27 de agosto de 2013

FILHO PREDILETO



 filha, Abraçando, dela, mãe

Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido,
aquele que ela mais amava.
E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu:
"Nada é mais volúvel que um coração de mãe.
E, como mãe, lhe respondo: o filho dileto,
aquele a quem me dedico de corpo e alma...
É o meu filho doente, até que sare.
O que partiu, até que volte.
O que está cansado, até que descanse.
O que está com fome, até que se alimente.
O que está com sede, até que beba.
O que estuda, até que aprenda.
O que está com frio, até que se agasalhe.
O que não trabalha, até que se empregue.
O que namora, até que se case.
O que casa, até que conviva.
O que é pai, até que os crie.
O que prometeu, até que se cumpra.
O que deve, até que pague.
O que chora, até que cale.

E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou:
O que já me deixou...
...até que o reencontre...
 
(Erma Bombeck)

domingo, 25 de agosto de 2013

Saudades



 Querido amor

O sino da capela dá o ultimo repique do dia, concluindo a Ave Maria.
Tristonha, senti falta de alguém, e o meu pensamento, buscou você, a coisa mais necessária de minha vida.
Tive saudades de você, que é a luz do meu dia, a estrela da noite de minha amargura. Relembrei o nosso primeiro encontro, aquela noite enluarada, em que marcamos com um olhar, o nosso amor.
Amor... Flor da juventude, simples ilusão de quem ama e espera.
Esperança... Alimento dos que sofrem.
Como tudo é triste, sem a sua presença, noto mais brilho no luar, mais brilho nas estrelas, porque sei o que é o amor, e esse amor é você.
Amo-o demais, e essa saudade é um martírio.

Tirada do baú- 1974

Agora eu acredito

 
Agora eu acredito que o amor nasce no olhar; Quando olho para as estrelas, e vejo-as lindas a brilhar; lembro-me do seu olhar querido que me ensinou a amar...
Creio também, que ele cresce no sorriso; Pois lembro-me do seu sorriso, e sinto a dor do amor...
Agora que tu partiste, eu vivo na ilusão; Volte, venha meu amor, acalmar meu coração...
Do fundo do baú- 1975

sábado, 24 de agosto de 2013

UM HOMEM FRACASSADO




Um homem riquíssimo estava morrendo. Seu filho estava ao lado dele, junto ao leito mortuário, e o homem falou:

-“Filho, segure minha mão”.

Ele a pegou, enquanto seu pai continuava:

- “Filho, você está segurando a mão do homem que se tornou o maior dos fracassados dentre todos os homens deste mundo.”

Seu filho retrucou:

- “Pai, por que o senhor fala assim? O senhor é o presidente de uma das maiores empresas, além de dezenas de outras propriedades. O senhor tem milhares de amigos.”

Então ele respondeu:

-“Eu vivi por um tempo e não para a eternidade. Eu não me preparei para o momento vindouro. Tudo o que eu tenho, eu vou deixar aqui. Para frente está tudo muito escuro e frio. Onde estão esses tais amigos?”

Logo depois ele morreu, com um semblante triste.


Conclusão: Costuma-se medir o sucesso de uma pessoa pelos bens que ela possui. Se os tem em abundância, julga-se ser uma pessoa bem sucedida. Se não apresenta nenhum patrimônio, logo a taxamos de fracassada. “O ser humano é como um sopro; seus dias, uma sombra, que passa” (Sl 144,4).

Fonte: Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

CARTAS DE AMOR


 QUERIDO AMOR

A noite desce, a lua linda derrama sobre a terra, o seu o manto cintilante, e as estrelas brilham, como as lágrimas que correm sobre meu rosto, querendo esquecer o sonho, que idealizei, com ternura e esperança.
Gostaria de ser menos romântica, mas o amor que sinto por você, me transformou numa sentimental, a poesia é tudo na minha vida, por meio dela, eu falo com você.
E na idade em que estou, onde tudo deveria ser alegria e flores, vejo-me diante de um drama sem solução.
Talvez se não fosse aquele dia, que sem querer eu te olhei, tão intensamente, talvez não sentisse hoje, esse amor, que apesar de impossível, é tudo que há de mais belo em mim.
Amo-o com esse amor, que nasceu de um olhar, cresceu de uma certeza e morrerá numa lágrima...

Do fundo do baú- 1973
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QUERIDO AMOR

Um dia a vida te colocou no meu caminho, fazendo-me a mais feliz entre tantas outras. Durante algum tempo, não tinha motivos para chorar, e nem ficar triste. Mas o destino cruel me arrancou esta felicidade, fazendo-te preferir outra a mim, e o inferno começou.
Derramei lágrimas amarga por tua causa, sofri, chorei, desprezei aqueles que ao contrario de você, queriam me ver feliz, enfim, bati a porta à felicidade que insistia em entrar, condenando-me a um eterno cativeiro.
Mas o tempo passou, e aos poucos, aquela ferida que se abrira em meu coração, foi se fechando, deixando lugar a um vazio imenso, que se tornou parte da minha vida. Com o tempo que ia se passando, eu fui pensando e cheguei à conclusão, de que nada vale eu me condenar assim, o que passou, passou, e não volta mais.
Tento viver uma vida alegre, mas não consigo, se procuro luz, encontro trevas, se procuro o apoio de alguém, só recebo incompreensão. Mas eu vou tentar todos os meios de ser feliz, sorrir novamente, distribuir aos outros, a felicidade que você me roubou.
Não posso dizer se ainda gosto de você, por que sinto somente um grande vazio dentro de mim. Mas quando vejo você, sinto meu coração pulsar mais forte, mas talvez, seja apenas a lembrança de um grande amor, um primeiro amor, que apesar de não ter durado muito, foi lindo e me fez feliz.
E quando nos encontramos, e você demonstra em um olhar, um sorriso, uma palavra que ainda gosta de mim, sinto uma angústia enorme... Então eu lhe peço, se você não pode me fazer feliz, por favor, não me faça sofrer assim...


Do fundo do baú- 1973